Um blog sobre design, experimentos com tecnologia, pensamentos, links, livros, pesquisas do meu mestrado e qualquer coisa a mais que der na telha. Escrito por Brenda Lucena, uma curiosa por tudo que relaciona tecnologia, design e inovação.
Desde a instauração do Currículo Nacional Britânico, que determinava um currículo central (core curriculum), padronizando as matérias que deveriam ser oferecidas obrigatoriamente por todas as escolas, o Design faz de disciplinas compulsórias para todas as crianças e adolescentes entre 5 e 14 anos na Inglaterra e no País de Gales. Primeiramente foi englobado pela disciplina de “Tecnologia”, que em 1995, foi renomeada como “Design e Tecnologia” (Design and Technology – D&T), separando-se do conteúdo de “Tecnologia da Informação e da Comunicação” (Information and Communications Technology - ICT). No mesmo ano, a disciplina de “Artes” ganhou uma nova ementa que incluía o ensino de Design em seu escopo, e em 2000, passou a ser chamada oficialmente de Artes e Design (Arts and Design – A&D).
No entanto, as crises ecônomica e política recentes, que, entre outros eventos graves, levou à renúncia do primeiro ministro Gordon Brown, do partido trabalhista, em maio 2010, apontam para uma modificação profunda no currículo central a partir dos próximos anos. Segundo um comunicado oficial de janeiro de 2011, o novo governo pretende que todas as disciplinas, aparte de Inglês, Matemática, Ciências e Educação Física, sejam disponibilizadas de acordo com o interesse de cada escola.
O anúncio levou a Associação de Design e Tecnologia (DaTA) a iniciar uma campanha para salvar a disciplina de D&T. O vídeo acima apresenta argumentos bem diversos sobre os motivos para se manter a disciplina como parte do core curriculum Britânico, cuja iniciativa pioneira, influenciou países como Austrália, Canadá, Cingapura e Hong Kong a fazerem o mesmo.
Mais detalhes no site da campanha.